DESPIGMENTAÇÃO PELE

Despigmentantes são produtos que ajudam a reduzir a hiperpigmentação, em certos casos. O tratamento para hipercromias baseia-se na utilização de substâncias que deverão atuar em região específica do corpo. Os despigmentantes podem estar disponíveis em várias formas de apresentação como pomadas, cremes evanescentes, loções, entre outras.

O tratamento da hiperpigmentação não é fácil de ser realizado porque muitos compostos efetivos para este propósito apresentam-se como irritantes e podem promover a descamação, além do que o resultado nem sempre é imediato e, sim, gradual.

Ativos despigmentantes e clareadores de uso tópico:



Ácido ascórbico: vitamina C atua por inibição da melanogênese.

Ácido azeláico: inibidor competitivo das enzimas de óxido-redução e, também um antioxidante. É eficaz no tratamento de hiperpigmentação pós-inflamatória e melasma, devido à sua ação antitirosinase, à inibição da energia produzida durante os processos de síntese da célula e às ações antirradicais. 

Ácido glicólico: despigmentante por sua ação de descamação (peeling) em concentrações variáveis e tempo de exposição conforme a necessidade apresentada.

Ácido kójico: apresenta grande eficácia na despigmentação porque inibe a ação da tirosinase como quelante de íons e promove a diminuição da eumelanina e seu monômero precursor.

Ácido retinoico: usado como despigmentante por sua ação de descamação (peeling). Diminui a pigmentação, principalmente o melasma epidérmico.

Hidroquinona: é um agente de despigmentação usado topicamente e de ação imediata porque inibe a atividade da tirosinase e, secundariamente, de forma mais lenta, induz modificações estruturais nas membranas das organelas dos melanócitos, acelerando a degradação dos melanossomas.


Extrato aquoso de leucócitos: é uma solução de peptídios que atua como inibidor competitivo específico da tirosinase, diminuindo a formação de melanina.


Extrato de bétula e amora associado ao ácido kójico: ação despigmentante por ação inibidora da tirosinase.


Extrato de uva-ursina: apresenta ação inibidora da tirosinase e também degrada a melanina existente na pele, provocando modificações estruturais nas membranas das organelas dos melanócitos e apresenta efeito cumulativo.


Flavonoides: são antioxidantes naturais e possuem boa atividade inibidora da tirosinase por possuírem estrutura fenólica.


Mercaptominas e cloreto de beta-caroteno-etilamina: têm efeito citotóxico seletivo sobre os melanócitos.


Silicato sintético de alumínio: absorve a melanina já formada; utilizado no tratamento de hiperpigmentação de pele como os cloasmas.


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